A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo, capaz de repercutir negativamente sobre a saúde. Sua avaliação clínica é frequentemente realizada por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), embora esse indicador apresente limitações por não refletir diretamente a composição corporal e a distribuição da gordura. Nesse contexto, a análise da distribuição da adiposidade, especialmente da gordura visceral ou abdominal, constitui um importante componente da avaliação, considerando sua associação com diferentes agravos à saúde. A crescente prevalência do sobrepeso e da obesidade em diferentes regiões do mundo evidencia a relevância desse agravo como problema de saúde pública. A etiologia da obesidade é complexa e multifatorial, resultando da interação entre fatores ambientais, sociais, econômicos, comportamentais, genéticos e metabólicos. Além das repercussões sobre o estado nutricional, a obesidade está associada a diversas doenças crônicas não transmissíveis e outros agravos, incluindo doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, alguns tipos de câncer, osteoartrite, apneia do sono, esteatose, refluxo gastroesofágico e repercussões psicossociais. Diante desse cenário, o enfrentamento da obesidade requer uma abordagem integral e articulada, que ultrapasse intervenções centradas exclusivamente na redução do peso corporal. As estratégias descritas no material ressaltam a importância da promoção da saúde, da prevenção de doenças crônicas, do manejo alimentar e nutricional e da consideração das particularidades individuais e socioculturais.