1. INTRODUÇÃO/CONTEXTUALIZAÇÃO
O Brasil destaca-se por ser um dos maiores produtores de alimentos de origem animal. Seus produtos são exportados para mais de 180 países, o que demonstra robustez do serviço oficial brasileiro. Só no terceiro trimestre de 2025, o Brasil abateu mais de 10 milhões de cabeças bovinas (IBGE, 2025). Já o pescado, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura, somente em 2025, a produção de peixes de cultivo atingiu 968.745 toneladas no Brasil (Peixe BR, 2025). Estima-se que haverá um crescimento ainda maior devido ao Brasil possuir a maior quantidade de água doce disponível (Conab, 2021; FAO, 2018). Nesse sentido, garantir a segurança microbiológica na cadeia produtiva de alimentos é de vital importância pela valorização desses produtos no mercado internacional e nacional, evitando embargos. Em geral, alimentos de origem animal, apresentam um importante papel para determinar a exposição de seres humanos aos contaminantes de origem biológica ou química (LIEVAART, 2005). Os surtos alimentares envolvendo produtos in natura ocorrem pela transferência dos patógenos E. coli e Salmonella spp. através da contaminação fecal direta ou cruzada durante o processamento, visto que produtos como carne e/ou leite obtidos de animais sadios são estéreis, ou seja, toda contaminação é originada a partir do processo tecnológico realizado de forma inadequada. Assim, o controle efetivo destes agentes requer uma abordagem integrada, baseada em toda cadeia produtiva (NORRUNG, 2009).