A degradação de áreas na Amazônia constitui um desafio para a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade das atividades produtivas. Nesse contexto, os sistemas agroflorestais (SAFs) apresentam potencial para conciliar restauração ambiental e uso produtivo de áreas degradadas. Este estudo analisa as contribuições ambientais, produtivas e socioeconômicas dos SAFs para a restauração produtiva na Amazônia, bem como as condições necessárias à sua consolidação. Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, baseada em publicações científicas e documentos técnicos, com ênfase na Amazônia brasileira. A análise considerou aspectos relacionados ao solo, carbono, biodiversidade, diversificação produtiva, geração de renda e bioeconomia. Os resultados indicam que os SAFs podem favorecer a recuperação da qualidade do solo, a ciclagem de nutrientes, a conservação de estoques de carbono e a diversificação vegetal e produtiva. A regeneração natural e o manejo agroecológico também contribuem para a recuperação ambiental e a manutenção da fertilidade. No âmbito socioeconômico, a diversificação pode ampliar as possibilidades de renda e fortalecer cadeias da bioeconomia e da sociobiodiversidade. Conclui-se que a consolidação dos SAFs depende de manejo adequado, assistência técnica, financiamento, infraestrutura, organização produtiva e acesso aos mercados.