Este capítulo apresenta uma proposta de implementação de Sistema Agroflorestal (SAF) como instrumento pedagógico, socioambiental e formativo em uma unidade prisional da região Oeste do Estado de São Paulo. A discussão parte da compreensão de que a educação ambiental, articulada à agroecologia e à formação para o trabalho, pode contribuir para a ressocialização, para a cidadania e para a reconstrução de vínculos entre sujeitos privados de liberdade, território e natureza. Trata-se de estudo de abordagem qualitativa, natureza aplicada e caráter exploratório-descritivo, fundamentado em revisão bibliográfica, análise documental e leitura geoespacial de uma unidade piloto. Os resultados indicam que os SAFs podem funcionar como espaços educativos vivos, integrando cultivo, recuperação ambiental, manejo sustentável, aprendizagem prática e formação humana. A proposta também evidencia potencial de replicabilidade em outras unidades prisionais, desde que acompanhada de planejamento institucional, formação técnica e ações pedagógicas contínuas.