O presente trabalho teve como objetivo analisar o processo de agroindustrialização no estado do Maranhão e suas implicações no dinamismo dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), no período de 2006 a 2022, com foco na capacidade desses arranjos em promover o desenvolvimento regional. Parte-se da hipótese de que os APLs agroindustriais no Maranhão apresentam desenvolvimento limitado em virtude da fragilidade da estrutura produtiva e da baixa integração das cadeias produtivas locais. A metodologia combina análise estatística descritiva com análise de conteúdo qualitativa, utilizando dados secundários do IBGE, literatura especializada, relatórios institucionais e documentos governamentais. Os resultados indicam que, embora os APLs tenham sido incorporados a políticas públicas federais e estaduais, sua efetividade no Maranhão é comprometida por descontinuidades institucionais, baixa articulação interinstitucional e reduzido valor agregado na produção agroindustrial, mesmo no setor alimentício, de maior participação local. Apesar da dispersão territorial das agroindústrias, observam-se polos de concentração em municípios com melhor infraestrutura logística. Conclui-se que o fortalecimento dos APLs depende de ações coordenadas entre Estado, iniciativa privada e sociedade civil, voltadas à qualificação da mão de obra, ao incentivo à inovação e à valorização da produção familiar.