A técnica do inseto estéril consiste em criar o inseto-praga em massa, esterilizá-lo por radiação ionizante e liberá-lo em número suficiente para que as cópulas com indivíduos selvagens não deixem descendência. Dias e Garcia (2014) registraram a carência de material em português sobre o assunto, e nos doze anos seguintes mudaram tanto os alvos quanto a tecnologia. Este capítulo reúne o princípio da técnica, os fatores que fixam a dose e o que a pesquisa brasileira produziu. A dose esterilizante compilada para 16 famílias vai de 4 a 400 Gy, uma amplitude de 100 vezes, e depende do estágio irradiado: em Aedes aegypti a pupa exige 4 vezes a dose do ovo, e em dois noctuídeos o adulto exige de 4 a 4,7 vezes a dose da pupa. Esterilidade total nem sempre é o ótimo, porque a dose que elimina o último ponto percentual de eclosão custa competitividade ao macho liberado. Raios X substituem o cobalto-60 com eficiência biológica relativa de 1,5 em moscamed. Ensaios de campo recentes reduziram populações-alvo de indicadores de população-alvo de 57 a 93%. As teses brasileiras cobrem moscas-das-frutas, Aedes e lepidópteros do algodoeiro; a lacuna está na escala e na organização em área ampla.