A política sanitária da União Europeia (UE) para fornecedores externos quanto ao uso de antimicrobianos na produção animal entrou em vigor em maio deste ano, resultando na retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco a partir de 3 de setembro de 2026. A medida afeta os setores da suinocultura, bovinocultura, equideocultura, avicultura, aquicultura, apicultura e produção de invólucros, com impacto estimado de US$1,1 bilhão anuais nas exportações. Os antimicrobianos restringidos são utilizados como melhoradores de desempenho em doses subterapêuticas, prática associada à seleção de bactérias resistentes (OMS, 2017; OMSA, 2022). A retomada das exportações dependerá da capacidade do sistema brasileiro de rastrear os animais destinados ao mercado europeu e comprovar a ausência dos antibióticos durante a produção. Nesse contexto, torna-se necessária a adoção de alternativas eficazes para a melhora do desempenho zootécnico, como probióticos e óleos essenciais. Assim, a presente revisão bibliográfica teve como objetivo reunir e analisar evidências científicas acerca da eficácia desses aditivos em comparação aos antimicrobianos tradicionalmente utilizados como melhoradores de desempenho na produção animal, por meio de levantamento da literatura científica realizado na base de dados Google Acadêmico.