A sobrevivência neonatal de cordeiros representa um importante desafio para os sistemas de produção de ovinos e está diretamente relacionada à interação estabelecida entre a ovelha e sua cria no período perinatal. Este capítulo objetiva apresentar e discutir os principais aspectos relacionados ao comportamento materno-filial e à sobrevivência neonatal em ovinos Santa Inês, abordando fatores maternos, perinatais, ambientais e de manejo. Foi realizada pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, natureza básica e caráter exploratório e descritivo, utilizando artigos científicos disponíveis nas bases Web of Science, Scopus, SciELO, ScienceDirect e Google Scholar. Foram priorizados estudos publicados nos últimos dez anos, complementados por trabalhos clássicos relevantes. A literatura demonstra que o estabelecimento precoce do vínculo mãe-cria, o vigor neonatal e a ingestão de colostro são fundamentais para a sobrevivência dos cordeiros. Essas respostas são moduladas pela experiência e nutrição maternas, tamanho da prole, peso ao nascimento, características do parto, genótipo, condições ambientais e práticas de manejo. Em ovinos Santa Inês, as evidências indicam adequada expressão dos cuidados maternos e capacidade de adaptação neonatal às condições tropicais. Assim, a integração entre características maternas, neonatais e ambientais e práticas de manejo adequadas é fundamental para favorecer a sobrevivência e o bem-estar dos cordeiros.