Introdução: A influenza constitui importante problema de saúde pública, especialmente entre crianças pequenas e idosos, grupos mais vulneráveis ao desenvolvimento de complicações respiratórias, hospitalizações e óbitos. Apesar da disponibilidade da vacinação no Sistema Único de Saúde, a adesão permanece aquém do desejável em diferentes contextos, sendo influenciada por fatores individuais, familiares, sociais e relacionados ao acesso e à organização dos serviços de saúde. Objetivo: Analisar, à luz da literatura científica, a baixa adesão à vacinação contra influenza entre crianças e idosos e suas repercussões sobre as hospitalizações por doenças respiratórias e para o Sistema Único de Saúde. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico. Foram consideradas publicações científicas e documentos oficiais relacionados à vacinação contra influenza, adesão e hesitação vacinal, complicações respiratórias, hospitalizações e repercussões assistenciais, com ênfase em crianças e idosos. A análise foi organizada em eixos temáticos relacionados à cobertura e adesão vacinal, fatores associados à não vacinação, complicações e hospitalizações respiratórias e impactos para o SUS. Resultados: Os achados evidenciaram que a baixa adesão à vacinação contra influenza é multifatorial e envolve baixa percepção de risco, medo de eventos adversos, desinformação, dificuldades de acesso e ausência de recomendação profissional. Crianças pequenas e idosos apresentaram maior vulnerabilidade às complicações e hospitalizações associadas à influenza, enquanto a vacinação mostrou efeito protetor relevante contra formas graves e internações. A baixa vacinação pode contribuir para maior demanda por atendimentos de urgência, hospitalizações, ocupação de leitos e utilização de recursos do SUS, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Conclusão: A ampliação da vacinação contra influenza entre crianças e idosos constitui estratégia fundamental para reduzir complicações e hospitalizações e minimizar repercussões assistenciais para o SUS. O enfrentamento da baixa adesão requer ações contínuas de educação em saúde, busca ativa, ampliação do acesso e fortalecimento da recomendação profissional.