INTRODUÇÃO: Os ambientes de um pronto-socorro e centro obstétrico demandam respostas rápidas e sensíveis às necessidades físicas e emocionais dos pacientes. A atuação do psicólogo, com escuta qualificada e intervenções breves, é crucial para o suporte psicoemocional e auxiliar o paciente em suas estratégias de enfrentamento, e dificuldades no processo de internação, no intuito de minimizar o sofrimento psíquico do paciente. OBJETIVO: Apresentar a experiência de intervenção psicológica em contextos de urgência e emergência, com ênfase nos atendimentos realizados em unidades hospitalares, incluindo um centro obstétrico, abordando condutas frente a emergências obstétricas, bem como em contextos de trauma e violência urbana. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, de natureza descritiva e reflexiva, fundamentado na assistência direta de uma residente do Programa de Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, atuando em um centro obstétrico de um hospital referência em gestações de risco e em uma sala de emergência de um hospital de grande porte localizados na região Norte do Brasil. As observações ocorreram entre os meses de março e junho de 2025 e foram registradas durante os atendimentos. RESULTADOS: A prática demonstrou que a presença do psicólogo em cenários críticos contribui significativamente para a construção de espaços de escuta, acolhimento e validação emocional. Em contextos obstétricos, a escuta favoreceu o cuidado humanizado e a prevenção de danos psíquicos. Nos atendimentos em sala de emergência, o apoio psicológico estendeu-se também ao suporte aos familiares, à mediação de conflitos e ao apoio às equipes. As intervenções possibilitaram a redução do sofrimento psíquico, o fortalecimento de vínculos, a promoção de práticas humanizadas, a valorização da dignidade do sujeito e a prevenção de violências institucionais, considerando sempre a subjetividade presente em cada vivência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em suma, a psicologia é fundamental na assistência em urgência e emergência, integrando-se às demais áreas da saúde e fortalecendo o cuidado integral. Sua presença na equipe multiprofissional amplia a compreensão das demandas emocionais, respeita a singularidade dos sujeitos, suas histórias de vida e decisões, favorece a reconstrução de suas narrativas internas e qualifica o atendimento prestado. Onde houver trauma, deve haver escuta qualificada, acolhimento e a garantia de um cuidado integrado, que respeite a individualidade do paciente e favoreça sua recuperação emocional e física.