INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva é um ambiente de alta complexidade, voltado ao cuidado de pacientes críticos que demandam suporte avançado à vida e monitoramento contínuo. Dessa forma, faz-se necessário uniformizar condutas por meio da implementação de tecnologias especializadas, com protocolos clínicos rigorosos e fluxos assistenciais estruturados com o propósito de assegurar a segurança, qualidade e a padronização no cuidado prestado.OBJETIVO: Relatar a experiência relacionada a construção de Protocolo Operacional Padrão (POP),em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto em conjunto com a coordenação de enfermagem. MÉTODO:Trata-se de um relato de experiência, de natureza descritiva, com abordagem qualitativa, realizado em uma UTI adulto de um Hospital e Pronto Socorro da uma capital da Amazônia legal Rondônia, vivenciada durante o mês de Junho de 2025. O desenvolvimento do POP foi conduzido por residente do Programa de Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência em parceria com a coordenação de enfermagem da UTI adulto, comissão da UTI, a amostra inclui profissionais de enfermagem envolvidos no processo . Por não envolver dados sensíveis, o estudo seguiu os princípios éticos sem necessidade de submissão. RESULTADOS: A elaboração de um POP surgiu da necessidade de uniformizar a assistência na UTI nos procedimentos mais frequentes enfatizando os potenciais benefícios da sistematização de condutas e destacando a importância do envolvimento coletivo da equipe na construção estabelecendo de forma técnica clara e segura. A elaboração envolveu reuniões com a coordenação de enfermagem, mapeamento das práticas cotidianas e organização das condutas em formato textual, respeitando diretrizes éticas e técnicas. O material encontra-se em fase de validação, considerando sua aplicabilidade ao contexto específico o Protocolo foi estruturado em nove categorias temáticas totalizando 102 protocolos organizados segundo as demandas do setor. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A implementação do POP constitui um avanço concreto na qualificação da assistência na UTI, promovendo maior segurança, eficácia e padronização das condutas. Sua aplicação prática contribui para a redução de eventos adversos, fortalecimento da cultura de segurança do paciente e suporte a capacitação contínua da equipe. A sistematização das rotinas e o trabalho colaborativo consolidam-se como fundamentos essenciais para uma prática clínica mais segura e humanizada.