INTRODUÇÃO: Pacientes com sequelas funcionais e cognitivas pós-alta da UTI frequentemente retornam ao domicílio sem orientações adequadas sobre a continuidade do cuidado. A falta de informação compromete o acesso à reabilitação multiprofissional e favorece complicações e cronificação de incapacidades. Diante dessa lacuna, foi desenvolvida uma cartilha educativa para orientar pacientes e familiares sobre os serviços ofertados pelos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) em Rondônia. OBJETIVO: Relatar a aplicação de uma cartilha voltada à orientação de pacientes e familiares sobre cuidados pós-alta da UTI, e o acesso aos serviços públicos de reabilitação no estado. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa. O material, elaborado por residentes de fisioterapia do Programa de Cuidados Intensivos no Adulto, continha orientações sobre os Centros de Reabilitação Funcional e a Oficina Ortopédica do estado, os serviços ofertados e os materiais disponibilizados pelo SUS. A aplicação ocorreu em julho de 2025, nas enfermarias do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II e na Assistência Médica Intensiva (AMI), totalizando 60 cartilhas. Foram incluídos pacientes orientados e/ou seus respectivos acompanhantes, desde que presentes no momento na intervenção e com capacidade de compreensão verbal, e excluídos pacientes desorientados e desacompanhados ou que recusaram participação. O feedback foi realizado por meio de formulário digital (Google Forms) e devolutivas verbais colhidas no momento da intervenção. RESULTADOS: O retorno dos pacientes e acompanhantes, coletado verbalmente e por formulário digital, foi muito positivo, com o material sendo descrito como "claro" e "necessário". As respostas reforçaram a utilidade prática da cartilha, que se mostrou fundamental, pois a maioria dos participantes desconhecia os serviços de reabilitação antes de recebê-la. Como dificuldade de aplicação, notou-se a falta de um material adaptado à públicos diversos, como analfabetos ou com dificuldade de leitura, o que tornaria o projeto mais acessível e abrangente. De modo geral, o material foi bem recebido e de grande valia ao público. ASPECTOS ÉTICOS: Não foi necessária a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, atendendo às normas nacionais vigentes para pesquisa com seres humanos, com garantia de confidencialidade, voluntariedade e anonimato. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A cartilha pode potencializar a efetividade na redução de barreiras de acesso à informação, no tocante aos pontos de atenção no território rondoniense, ao divulgar informações sobre serviços antes pouco conhecidos pelos participantes. A experiência evidenciou a necessidade de materiais acessíveis, como vídeo explicativo, recomendando-se sua ampliação como estratégia de inclusão, equidade em saúde e fortalecimento das práticas de cuidado.