INTRODUÇÃO: As drogas vasoativas são fundamentais na terapêutica do paciente crítico. No entanto, seu uso exige conhecimento técnico para prevenir erros relacionados à preparação, diluição e administração. A carência de treinamentos e a variabilidade no conhecimento entre os profissionais são fatores que impactam diretamente na segurança do paciente. OBJETIVO: Analisar o perfil e o conhecimento dos profissionais atuantes em unidades críticas de um hospital público, referência em doenças infectocontagiosas, de Rondônia. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado com profissionais dos setores de diluição, farmácia e duas unidades de terapia intensiva em um hospital público da capital, sendo realizado a coleta de dados através de questionário com sete questões de perfil dos participantes e quatorze questões sobre drogas vasoativas. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética (parecer nº85269724.4.0000.0011). RESULTADOS: Participaram 86 profissionais: técnicos de enfermagem (42), enfermeiros (15), médicos (12), fisioterapeutas (11) e farmacêuticos (6). A maioria era do sexo feminino (75,6%), com idade entre 31 e 40 anos (55%) e tempo de atuação de até 10 anos (67,4%). Apenas 44,2% haviam recebido treinamento sobre a temática. Profissionais com mais tempo de atuação não apresentaram desempenho superior, o que sugere que a experiência prática não é suficiente para garantir domínio técnico adequado. Médicos apresentaram maior índice de acertos (79,8%), seguidos por enfermeiros (71,8%) e técnicos de enfermagem (70%). Farmacêuticos e fisioterapeutas obtiveram os menores índices (68,7% e 63,2%, respectivamente). Pode-se atribuir ao afastamento dos farmacêuticos da prática intensiva e o distanciamento dos fisioterapeutas do preparo e administração desses medicamentos. As questões com maior índice de acertos abordaram conhecimentos sobre administração (>95% de acertos) e uso em anafilaxia (enfermeiros: 100%; médicos e farmacêuticos: 83,3%). Houve uma alta taxa de erros em perguntas essenciais, como os efeitos adversos (técnicos de enfermagem: 35,7%; enfermeiros: 53,3%), as indicações clínicas (técnicos e enfermeiros: 33,3%) e o uso das drogas no desmame ventilatório (médicos: 33,3%; técnicos: 40,5%). Esses erros podem comprometer diretamente a segurança do paciente, gerando atrasos no manejo, agravamento do quadro clínico e falhas na condução do tratamento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A análise evidenciou fragilidades no conhecimento técnico sobre o tema, mesmo entre profissionais que atuam diretamente no cuidado ao paciente crítico. A partir desses dados, sugere-se a realização de intervenções educativas para fortalecer a segurança e acompanhamento dos pacientes em uso de drogas vasoativas.