INTRODUÇÃO: A toracotomia de reanimação é uma medida para o tratamento agudo em traumas torácicos penetrantes com parada cardiorrespiratória. Permite a restauração do fluxo sanguíneo para os órgãos vitais e garante perfusão coronariana mais eficaz do que as compressões torácicas externas, deve ser realizada com rapidez, muitas vezes fora do centro cirúrgico, em locais como a sala de emergência, exigindo técnica apurada e integração da equipe multidisciplinar. OBJETIVO: Relatar experiência de Residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência sobre a realização da toracotomia de reanimação e atuação multiprofissional envolvida na sala de emergência de um Hospital Público de Urgência e Emergência de uma Capital da Amazônia Ocidental. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência baseado na vivência prática de Residentes de Fisioterapia, Enfermagem e Psicologia do Programa de Residência Multiprofissional de Saúde em Urgência e Emergência, quanto à observação da atuação da equipe multidisciplinar na sala de emergência de um Hospital Público de Urgência e Emergência de uma Capital da Amazônia Ocidental, no atendimento à pacientes vítimas de trauma grave com indicação de toracotomia de reanimação. As experiências vivenciadas foram analisadas e discutidas em encontros reflexivos, permitindo uma análise qualitativa das práticas das percepções compartilhadas. RESULTADOS: A atuação multiprofissional na toracotomia de reanimação exige preparo técnico, tomada de decisão rápida e comunicação clara entre os membros da equipe. Médicos são responsáveis pela execução direta do procedimento, enquanto enfermeiros e técnicos desempenham papel fundamental na preparação dos materiais e monitoramento do paciente. Fisioterapeutas atuam na manutenção das vias aéreas e suporte ventilatório, contribuindo para a estabilização cardiorrespiratória. O reconhecimento rápido do quadro clínico, a definição clara de papéis e a comunicação eficiente entre os profissionais foram apontados como elementos essenciais para o sucesso da intervenção. Nesse contexto, destacam-se o preparo técnico da equipe, a disponibilidade de materiais e a estrutura física da sala de emergência como fatores diretamente relacionados à efetividade da toracotomia de reanimação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar de tecnicamente complexa, a toracotomia de reanimação demonstrou potencial para restabelecer a perfusão central e otimizar a chance de sobrevida em situações de colapso cardiovascular iminente. A experiência observada reforça a necessidade de treinamentos periódicos e protocolos institucionais bem estabelecidos, visando maior segurança e qualidade no atendimento. A complexidade e urgência da situação exigem sinergia entre os profissionais, demonstrando que o trabalho colaborativo é determinante nos desfechos clínicos.