Introdução: Mais de 200 espécies de micobactérias não tuberculosas (MNT) foram descritas até o momento, e algumas dessas espécies são patógenos oportunistas que têm emergido como importantes causadores de infecções nosocomiais graves em todo o mundo[1]. Sua resistência a desinfetantes e antibióticos é facilitada principalmente pela formação de biofilmes, que protegem as bactérias em superfícies hospitalares e dispositivos médicos, por exemplo. Esses mecanismos moleculares de persistência dificultam a erradicação das MNT e contribuem para surtos recorrentes em escala hospitalar. A resistência evolui a partir desses mecanismos de evasão, através de mutações genéticas que tornam os tratamentos menos eficazes[2]. Por isso, torna-se essencial a discussão dos principais mecanismos moleculares envolvidos, e como esses processos aumentam a complexidade do controle e tratamento de infecções hospitalares associadas a esses patógenos. Objetivo: O estudo descreve os mecanismos moleculares de persistência e resistência das MNT em ambientes hospitalares, focando em biofilmes, mutações genéticas e os desafios no controle de surtos e desenvolvimento de terapias.