Introdução: O linfoma de Burkitt (LB) é classificado como um linfoma não-Hodgkin, sendo de alto grau e evolução rápida, mais comum em crianças. Em 1964, partículas virais com morfologia semelhante a um vírus do grupo Herpes foram detectadas na microscopia eletrônica de uma biópsia do LB, mais tarde chamado de Epstein Barr Vírus (EBV [1]. O EBV, principal causador da Mononucleose Infecciosa, é transmitido pela saliva e tem como alvo os linfócitos B, na orofaringe e na nasofaringe, e está associado às neoplasias como LB, Doença de Hodgkin e Carcinoma Nasofaríngeo. O vírus possui alta capacidade de crescimento e transformação das células afetadas, promove a imortalização dos linfócitos B, e estimula a expressão dos proto-oncogenes bcl-2 e c-myc, genes envolvidos com o ciclo celular e/ou que impedem a apoptose celular[2]. Objetivo: Esta revisão tem a finalidade de evidenciar achados mais recentes sobre a associação do Linfoma de Burkitt com o Vírus Epstein Barr.