Introdução: A Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença autoimune caracterizada pela inflamação, vasculopatia e fibrose progressiva da pele e de órgãos internos[1]. Sua fisiopatologia tem sido relacionada com o desequilíbrio do sistema imunológico pela produção excessiva de citocinas[2]. A IL-18 é uma citocina pró-inflamatória pleiotrópica que induz as atividades de células imunes e inflamatórias, como os linfócitos Th1 e Th2, células que são relevantes na fisiopatologia da ES por desencadearem os processos inflamatório e fibrótico da doença[3]. A IL-18 possui um antagonista natural, a IL-18BP, uma proteína de ligação que pode influenciar nas respostas das vias em que essa citocina atua[4]. A IL-6 é uma citocina que atua na regulação da imunidade e inflamação, a qual tem sido relacionada com o desenvolvimento da vasculopatia, fibrose e outras manifestações clínicas em pacientes com ES[5]. Nessa perspectiva, ao considerar as funções da IL-18 e da IL-18BP, é relevante analisar como essas moléculas, in vitro, estão relacionadas a outras citocinas, como a IL-6, no contexto da esclerose sistêmica. Objetivo: Avaliar o potencial imunomodulador da IL-18 e da IL-18BP em PBMCs de pacientes com ES.