Introdução: As doenças tireoidianas possuem uma alta prevalência, sendo mais comuns na população feminina. Segundo o INCA, o câncer de tireoide foi considerado o terceiro tipo de neoplasia maligna mais incidente na região nordeste, em 2023 [1]. O maior desafio no manejo dos nódulos tireoidianos é a diferenciação entre lesões benignas e malignas, pois, o diagnóstico envolve a realização de ultrassonografias, punção aspirativa por agulha fina (PAAF) e extração de lobos tireoidianos (lobectomias) ou da glândula por inteiro (tireoidectomia total), procedimentos estes consideravelmente invasivos e, no caso das tireoidectomias, associados ao desenvolvimento de comorbidades, como o déficit de hormônios tireoidianos [2]. Aproximadamente 70% destes procedimentos excisionais são evitáveis, sendo necessária a adoção de meios mais precisos para o diagnóstico precoce das lesões [3]. Para tanto, a imuno-histoquímica (IHQ) se destaca dentre as possíveis técnicas, utilizando biomarcadores como as metaloproteinases de matriz (MMPs), que são endopeptidases zinco-cálcio dependentes, responsáveis pela degradação da matriz extracelular e contribuintes para a remodelação do tecido conjuntivo, muitas vezes envolvidas no processo de angiogênese e invasão tumoral [4],[5]. Objetivo: Analisar a expressão da metaloproteinase de matriz-14 (MMP-14), por meio da IHQ, em lesões tireoidianas malignas.