Introdução: O câncer é uma das principais causas de mortalidade global, com 19,3 milhões de novos casos e 10 milhões de óbitos registrados em 2020, segundo o GLOBOCAN [1]. Além de afetar a expectativa de vida, a doença gera altos custos para o sistema de saúde. Fatores como urbanização, exposição a riscos ambientais, predisposição genética e desequilíbrios hormonais contribuem para o aumento de sua incidência [2]. Os tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia, embora eficazes, não são seletivos e causam danos às células saudáveis, resultando em graves efeitos colaterais [3]. Assim, há uma necessidade urgente de terapias mais específicas. Produtos naturais e seus análogos sintéticos têm demonstrado potencial no desenvolvimento de novos tratamentos anticâncer. Compostos como vimblastina e paclitaxel já são usados clinicamente, apresentando uma ampla variedade de estruturas químicas e mecanismos de ação [4]. Entretanto, sua aplicação enfrenta desafios, como a complexidade na produção em larga escala e a resistência tumoral. A superação dessas barreiras é essencial para otimizar o uso desses compostos e oferecer tratamentos mais eficazes e seletivos na terapia oncológica. Objetivo: Este estudo tem como objetivo discutir a importância e os desafios do uso de produtos naturais e análogos sintéticos como estratégias anticâncer.