Introdução: O Câncer de pulmão é o mais prevalente no mundo, com alto índice de mortalidade [1]. Mesmo assim, o diagnóstico precoce da doença é desafiador, uma vez que faltam sinais e sintomas específicos e as lesões são, em geral, pequenas e localizadas em áreas de difícil acesso. Para auxiliar no diagnóstico, podem ser utilizados o lavado broncoalveolar (LBA) e o escovado brônquico. A coleta de amostras de LBA é realizada por meio da instilação de solução fisiológica a 0,9%, utilizando um broncoscópio óptico inserido até o parênquima pulmonar. Em seguida, o líquido instilado é recuperado para obter as células do intersticio [2]. Essa técnica permite a avaliação do trato respiratório inferior e dos bronquíolos terminais, possibilitando a análise de células que compõem o interstício pulmonar como os macrófagos, linfocitos, neutrófilos, eosinófilos e células epiteliais escamosas e colunares [3]. O escovado brônquico também é realizado com o uso de um broncoscópio, no qual uma pequena escova circular com cerdas fixas é inserida para coletar células da superfície das vias aéreas por meio de esfoliação. Dessa forma, as análises broncoscópicas possibilitaram uma análise citológica detalhada, aumentando a probabilidade de detecção de células malignas [4]. Objetivo: Determinar a sensibilidade e a especificidade do LBA e escovado brônquico para melhorar o diagnóstico precoce de doenças intersticiais, lesões malignas e infecções pulmonares.