Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, sendo caracterizada como um distúrbio complexo e multissistêmico que afeta neurônios do sistema nervoso central e periférico. A prevalência da DP cresce de forma proporcional ao envelhecimento populacional, e projeções indicam que o número de pessoas acometidas pode chegar a 9 milhões em 2030[1], ameaçando não só a saúde, mas também a economia mundial, o que destaca a importância do desenvolvimento de meios de prevenção, novos tratamentos ou até mesmo, num futuro próximo, a cura da DP[2]. O manejo terapêutico atual é baseado no alívio dos sintomas, principalmente através da reposição de dopamina com levodopa. A exposição a neurotoxina rotenona permite reproduzir fisiopatologicamente a DP. WSMoL, uma lectina extraída das sementes de Moringa oleifera, surge como uma substância com potencial devido a sua comprovada ação anti-inflamatória, antioxidante e agonista de receptor dopaminérgico. Dessa maneira, neste estudo objetivamos avaliar a ação neuroprotetora da WSMoL em um modelo experimental de parkinsonismo induzido por rotenona em camundongos[3](CEUA N°0033/2023).