Introdução: As nanopartículas, introduzidas ao meio científico por Richard Feynman em sua palestra “Há mais espaços lá embaixo” (1959), trouxeram inovações significativas às terapias gênicas, representando uma categoria revolucionária de modificações nanotecnológicas (Missaoui et al., 2018). O estudo de sistemas biológicos em escala nanométrica abriu novas possibilidades em nanobiologia, nanofármacos e nanoeletrônicos, permitindo avanços no desenvolvimento de dispositivos microscópicos capazes de alterar, imitar e examinar esses sistemas (1). Entre as técnicas da nanociência, destaca-se o CRISPR, principal ferramenta de edição genética (Ferreira; Rangel, 2021). Outro avanço fundamental foi a descoberta do mRNA e sua aplicabilidade na terapia gênica, comprovada pelos estudos de Andrew Z. Fire e Craig C. com o nematóide Caenorhabditis elegans. Essa descoberta mostrou o mRNA como essencial para vacinas, reparo genético e inibição de genes, embora ainda enfrente barreiras estruturais (1).A conexão entre nanopartículas e mRNA busca ampliar a eficácia das terapias gênicas, promovendo maior especificidade na transmissão da informação genética (2). As nanopartículas, pela funcionalidade e propriedades únicas em escala nanométrica, como tolerância à temperatura e reatividade química, aumentam a eficiência do mRNA, superando limitações anteriores (1,2). Objetivos: O objetivo do presente trabalho foi de realizar uma revisão bibliográfica para analisar o papel das nanopartículas na eficácia do RNA mensageiros em terapias gênicas.