Introdução: Essa pesquisa analisou de que modo o peso atribuído às notas escolares incide sobre a dinâmica do ensino-aprendizagem, recontextualizando a nota como síntese criterial de evidências de aprendizagem. Objetivo: Definiu-se como objetivo examinar de que modo diferentes esquemas de ponderação influenciam a qualidade do engajamento discente, a regulação das práticas docentes e a coerência com diretrizes curriculares. Metodologia: Para tanto, adotou-se revisão bibliográfica e documental, de natureza qualitativa e caráter descritivo, com seleção de referências clássicas e atuais sobre avaliação formativa, motivação e feedback, além de dispositivos normativos e estatísticas educacionais. A análise organizou-se em três eixos: fundamentos e funções da avaliação como sistema de ação pedagógica; mecanismos motivacionais explicados pela Self-Determination Theory; e efeitos e condições de eficácia do feedback, incluindo critérios, rubricas, devolutivas formativas e processos de autoavaliação. Resultados: Os resultados sintetizados indicaram que pesos concentrados em provas de alta aposta tendem a restringir oportunidades de regulação da aprendizagem, induzindo estratégias de curto prazo e produzindo sinais avaliativos pouco utilizáveis para orientar revisões pedagógicas. Por outro lado, pesos distribuídos entre múltiplas evidências de aprendizagem, acompanhados de critérios públicos e devolutivas específicas, favorecem a autorregulação discente, ampliam a transparência avaliativa e contribuem para um melhor ajuste das práticas instrucionais. No plano normativo e nos dados de sistema, ressalta-se a exigência de avaliação contínua, cumulativa e articulada à recuperação paralela, bem como a necessidade de coerência entre práticas avaliativas e o desenvolvimento de competências e habilidades curriculares em contextos marcados pela heterogeneidade de desempenhos. Considerações finais: Conclui-se que calibrar a importância da nota, subordinando-a a critérios explícitos e a ciclos de feedback com oportunidade de uso pedagógico, constitui condição essencial para preservar a função certificadora da avaliação sem sacrificar a aprendizagem, orientando decisões pedagógicas mais justas, eficazes e alinhadas ao desenvolvimento dos estudantes.