Introdução: Este artigo de revisão de literatura investiga os desafios inerentes ao processo de ensino e aprendizagem da linguagem algébrica no Ensino Fundamental, partindo da premissa de que a transição do pensamento aritmético para a abstração representa um dos maiores obstáculos cognitivos na educação matemática. Objetivo: O objetivo central é identificar as causas das dificuldades discentes na compreensão de variáveis e generalizações, oferecendo subsídios para que o professor possa distinguir as abordagens mais eficazes para este nível de ensino. Metodologia: A fundamentação teórica sustenta-se em uma perspectiva sócio-histórica e pedagógica, dialogando com autores fundamentais como D’Ambrosio (2003), ao considerar a matemática em sua dimensão prática e cultural, e Kamii (1995), cujas implicações da teoria de Piaget auxiliam na compreensão da construção do raciocínio lógico pelo aluno. A análise também incorpora as contribuições de Sadovsky (2010) e Sessa (2009) sobre os sentidos do ensino da álgebra, destacando a necessidade de superar o ensino puramente mecânico de regras em favor da produção de significado sobre o objeto algébrico. A metodologia consistiu em um levantamento bibliográfico qualitativo, analisando estudos sobre o desempenho e as atitudes em relação à disciplina (Cupani, 2010; Refosco et al., 2004). Resultados: Os resultados indicam que as dificuldades decorrem da ruptura necessária entre a natureza concreta da aritmética e a natureza relacional da álgebra. Considerações finais: Conclui-se que o papel do professor de matemática é fundamental ao manter uma escuta atenta às manifestações do pensamento algébrico dos estudantes (Panosian, 2008), utilizando estratégias que incluem desde a História da Matemática (Vailati; Pacheco, 2008) até o uso de jogos (Martins; Nogueira, 2008). A escolha consciente da abordagem pedagógica revela-se, portanto, como o fator determinante para mitigar barreiras no aprendizado e promover uma educação matemática significativa e emancipadora.