Esta pesquisa qualitativa, descritiva e bibliográfica com revisão de escopo investiga como o Atendimento Educacional Especializado (AEE) pode favorecer o desenvolvimento psicomotor de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em escolas localizadas em assentamentos. Ao mapear literaturas sobre intervenções lúdicas, sensoriais e motrizes, o estudo evidencia que estratégias adaptadas à realidade rural — como jogos, brincadeiras motoras fina e ampla, atividades sensoriais e suporte social — promovem autonomia, coordenação motora e socialização. A pesquisa também destaca os desafios: escassez de recursos pedagógicos, falta de formação especializada para professores do AEE e infraestrutura limitada nas salas de recursos multifuncionais. Além disso, a análise mostra que uma abordagem psicomotora integrada com práticas educacionais colaborativas entre professores de sala regular e AEE pode fortalecer o vínculo inclusivo e favorecer o progresso global da criança. A revisão de escopo revela um panorama fragmentado da produção científica sobre TEA em contextos de assentamento, apontando para a necessidade de mais estudos empiricamente embasados e políticas de apoio específicas para estes cenários vulneráveis. A análise revelou que intervenções psicomotoras no AEE, mesmo em contextos precários de assentamentos, promovem ganhos em coordenação motora, equilíbrio e interação social. Identificaram-se também lacunas significativas: falta de materiais, formação específica para professores e escassez de avaliações psicomotoras adequadas. Além disso, a colaboração entre professores da sala regular e do AEE mostrou-se essencial para fortalecer a inclusão. O estudo conclui que o desenvolvimento psicomotor via AEE contribui substancialmente para a autonomia e participação social de crianças autistas em assentamentos. No entanto, para maximizar os efeitos positivos, é urgente ampliar a formação docente, investir em recursos psicomotores e desenvolver políticas voltadas para a inclusão em contextos vulneráveis.