Introdução: Este estudo investigará a adesão ao autocuidado entre portadores de Diabetes Mellitus (DM) e/ou Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) em uma comunidade religiosa protestante. A premissa é que fatores socioculturais e religiosos influenciam as práticas de saúde e o manejo de condições crônicas. O referencial teórico será a Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem, que aborda a capacidade do indivíduo de manter a própria saúde. A pesquisa considera como o contexto religioso e os valores espirituais podem modular essa agência, orientando comportamentos e decisões terapêuticas. Objetivo: Caracterizar a adesão às práticas de autocuidado em uma população de fiéis com DM e/ou HAS, analisando os fatores socioculturais e de religiosidade/espiritualidade que influenciam essa adesão. Metodologia: A pesquisa será qualitativa, descritiva e exploratória, realizada em campo em uma instituição religiosa evangélica em Nova Iguaçu, RJ. A amostra será por conveniência, composta por adultos e idosos com diagnóstico de DM e/ou HAS. A coleta de dados usará questionários estruturados sobre variáveis sociodemográficas, clínicas e comportamentais, além de instrumentos validados para mensurar adesão medicamentosa, práticas de autocuidado e religiosidade/espiritualidade. A análise qualitativa será feita pela Análise de Conteúdo de Bardin, interpretada à luz da Teoria de Orem. A análise quantitativa usará estatística descritiva para caracterizar a amostra e identificar correlações. Resultados Esperados: Espera-se encontrar adesão moderada ao autocuidado, influenciada positivamente pelo suporte social comunitário e por uma religiosidade intrínseca, que estimula propósito, esperança e disciplina. Barreiras à adesão, como baixa escolaridade, comorbidades e acesso limitado a serviços de saúde, também são previstas. Antecipa-se que a comunidade religiosa atuará como apoio emocional e educacional, promovendo autoconfiança e autoeficácia. Considerações Finais: O estudo deve demonstrar a necessidade de estratégias de educação em saúde culturalmente adequadas, articulando profissionais de saúde e líderes religiosos para criar ambientes de cuidado mais inclusivos e eficazes, melhorando a qualidade de vida de pessoas com DM e HAS.