Introdução: O adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC) é a forma mais agressiva e letal de câncer de pâncreas, sendo caracterizado por altas taxas de mortalidade devido ao seu diagnóstico tardio e à limitada eficácia terapêutica. Um dos principais desafios no tratamento é o microambiente tumoral imunossupressor, que promove a evasão imunológica e favorece a progressão tumoral. Nesse contexto, a galectina-3 (Gal-3) desempenha um papel importante ao modular funções nesse microambiente. Em condições normais, ela exerce papéis fundamentais na regulação de processos fisiológicos, como adesão celular, apoptose e resposta inflamatória. No entanto, em situações patológicas, especialmente no câncer, sua função é amplamente alterada, contribuindo para a progressão tumoral, piora do prognóstico e processos como imunossupressão, proliferação celular e invasão tecidual. Essas características tornam a Gal-3 um fator relevante na compreensão dos mecanismos que promovem a progressão da doença. Objetivos: Levantar evidências na literatura que demonstrem o papel da galectina-3 na progressão tumoral do PDAC.