INTRODUÇÃO: As antraciclinas, como a doxorrubicina, são quimioterápicos amplamente utilizados no tratamento de diversos tipos de câncer devido à sua potente ação citotóxica. No entanto, seu uso está fortemente associado à cardiotoxicidade, representando uma das principais limitações terapêuticas dessa classe. Os mecanismos envolvidos incluem estresse oxidativo, apoptose de cardiomiócitos e disfunção mitocondrial, podendo resultar em cardiomiopatia irreversível e insuficiência cardíaca, mesmo anos após o término do tratamento. OBJETIVOS: Analisar os mecanismos fisiopatológicos, fatores de risco e implicações clínicas da cardiotoxicidade induzida por antraciclinas, além de discutir estratégias preventivas e de monitoramento em pacientes oncológicos.