INTRODUÇÃO
No contexto prisional, a Atenção Primária à Saúde (APS) enfrenta diversos desafios para garantir o cuidado integral às pessoas privadas de liberdade, especialmente àquelas pertencentes à população LGBTQIAPN+. Essa parcela da população é historicamente marcada por estigmas e vulnerabilidades, o que se agrava ainda mais dentro do ambiente prisional, onde o acesso à saúde é limitado e muitas vezes negligenciado (Souza et al., 2020). A ausência de políticas inclusivas e a escassez de profissionais capacitados para lidar com as especificidades dessa população contribuem para a violação de direitos e para a invisibilidade das demandas em saúde (Thomazi, Avila e Teixeira, 2022).