INTRODUÇÃO: O metabolismo da glicose em células tumorais é caracterizado pelo aumento da captação de glicose e predomínio da glicólise aeróbica, mesmo em concentrações de oxigênio adequadas, fenômeno conhecido como efeito Warburg[1]. Diante disso, os transportadores de glicose (GLUTs), pertencentes à família SLC2A, desempenham papel essencial na adaptação metabólica tumoral. Estudos demonstram que a superexpressão de GLUTs, especialmente GLUT1, está associada ao crescimento acelerado de células neoplásicas, pior prognóstico e resistência a terapias[2]. A compreensão dos mecanismos genéticos que regulam esses transportadores é fundamental para o desenvolvimento de novas estratégias diagnósticas e terapêuticas. OBJETIVO: Analisar a literatura acerca da superexpressão dos GLUTs em diferentes tipos de câncer e discutir sua associação com alterações genéticas, bem como suas implicações prognósticas e terapêuticas.