Introdução: A constituição do Sistema Único de Saúde (SUS), teve como base a Constituição Federal de 1988, implementando uma estrutura de saúde fundamentada na universalidade, integralidade e equidade; contudo, o subfinanciamento recorrente, potencializado por disposições como a Emenda Constitucional nº 95, tem impactado explicitamente a manutenção da rede, principalmente no setor hospitalar, que centraliza considerável parte dos recursos financeiros e tecnológicos. Objetivo: Analisar de modo reflexivo sobre o faturamento hospitalar, os sistemas de custos no SUS e a responsabilidade do enfermeiro na gestão das instituições de saúde. Metodologia: Trata-se de um ensaio teórico-reflexivo, baseado na análise de literatura científica publicada entre 2015 e 2025, documentos normativos do SUS e referenciais teóricos obtidos no banco de dados do SCIELO, LILACS, CAPES, CONASS e IPEA, com enfoque analítico-interpretativa estruturada em temas centrais relacionados ao financiamento, faturamento, sistemas de custos e atuação do enfermeiro. Resultados: Observou-se que o financiamento hospitalar no SUS demonstra insuficiência sistêmica, com relevância para a desatualização da tabela SIGTAP, disparidades regionais e restrições na estrutura organizacional; convém ressaltar que, sistemas como o SIH/SUS são imprescindível para o processamento e remuneração das internações, por outro lado evidenciam inconformidades e deficiências nos registros. Verificou-se ainda que o faturamento hospitalar está condicionado de forma direta a qualidade das informações registradas, ocorrendo de maneira recorrente deficiências na informação sob a forma de registros incompletos, glosas e perdas financeiras. Nessa conjuntura, o enfermeiro torna-se evidente estrategista, desempenhando atividades de aperfeiçoamento na qualificação dos registros, na auditoria e na gestão de custos, apesar de confrontar dificuldades ligado à baixa valorização e formação gerencial. Considerações Finais: Conclui-se que a articulação entre faturamento, gestão de custos e atuação do enfermeiro é primordial para a viabilidade do SUS, demonstrando a necessidade de valorização desse profissional, bem com o fortalecimento do sistema de informação e consolidação de políticas públicas que asseguram suporte financeiro satisfatório, com otimização na gestão e qualidade da assistência prestada.