Introdução: Desde a década de 80 a tecnologia tem sido utilizada como recurso para auxiliar no processo de reabilitação dos pacientes com Doença de Parkinson (DP), atualmente há variações entre as formas invasivas, com implantação de eletrodos no cérebro de forma cirúrgica, e abordagens não invasivas, com uso de recursos tecnológicos complementares às intervenções terapêuticas, visando minimização dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Objetivo: Mensurar as condições de independência de paciente após intervenção terapêutica ocupacional associada a uso de eletroestimulação que gera fatores de neuromodulação em neurotransmissores envolvidos na DP. Metodologia: Foram realizadas vinte e uma sessões consecutivas de trinta minutos cada, no período de 26 de novembro de 2025 a 16 de dezembro de 2025, em um paciente com DP com idade de 74 anos, sendo utilizada a aplicação de estimulação auricular transcutânea do nervo vago (tAVNS) em pavilhão auricular direito, seguindo parâmetros de estimulação contínua, associado a treino de atividades para melhora da capacidade funcional em atividades de vida diária como: alimentação, vestuário, banho e deslocamentos em ambiente domiciliar. Foi utilizada a Medida de Independência Funcional (MIF) no primeiro e no último dia, para avaliar o nível de independência em ambiente doméstico. Resultados: O escore da primeira avaliação foi de 88 pontos, após a última intervenção e reaplicação dessa, a pontuação foi de 99 pontos. Identificando assim que os efeitos da tAVNS foram fundamentais para haver a modulação de neurotransmissores envolvidos nas apresentações clínicas da DP, como tremor, rigidez muscular e bradicinesia. Pôde-se observar melhora na capacidade funcional em curto período de intervenção com uso desse recurso tecnológico. Conclusões: Fazer uso de recursos tecnológicos contribuem e auxiliam no processo de reabilitação de pacientes com DP, e podem potencializar os efeitos dos treinos de atividade de vida diária.