A educação em saúde dirigida à pessoa idosa em contexto institucional demanda uma compreensão ampliada que considere os significados culturais, espirituais e sociais que estruturam suas práticas de cuidado e modos de viver o envelhecimento, em consonância com a promoção do bem-estar integral ao longo da vida (ODS 3 – Saúde e bem-estar). Em Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas (ILPIs), esses elementos se tornam ainda mais evidentes, exigindo da Enfermagem sensibilidade para integrar diferentes expressões espirituais, valores simbólicos e hábitos de vida ao cuidado cotidiano, contribuindo também para a redução de desigualdades no acesso a um cuidado culturalmente sensível (ODS 10 – Redução das desigualdades). Objetivo: Relatar uma experiência de educação em saúde em ILPI, destacando a espiritualidade e a diversidade cultural como dimensões fundamentais para a promoção de um cuidado integral, respeitoso e alinhado às necessidades da pessoa idosa, articulando-se à formação crítica de estudantes de enfermagem (ODS 4 – Educação de qualidade). Metodologia: Trata-se de relato de experiência construído a partir de observação participante, escuta qualificada e atuação conjunta entre profissionais e discentes de Enfermagem em atividades educativas e conviviais realizadas com pessoas idosas. Os registros foram sistematizados em diário reflexivo e analisados considerando valores, crenças, percepções sobre o corpo envelhecido, práticas de interioridade e modos de enfrentamento relacionados à trajetória individual e ao contexto institucional. Resultados: As vivências evidenciaram que a espiritualidade ocupa posição central na organização emocional, relacional e identitária das pessoas idosas, emergindo de forma espontânea nas interações e práticas cotidianas. Observou-se que considerar esses valores ampliou o engajamento, fortaleceu vínculos e favoreceu a expressão de sentimentos e necessidades. A participação dos discentes potencializou o caráter educativo das ações, promovendo trocas intergeracionais e desenvolvimento de competências relacionais. Conclusão: Integrar valores culturais e expressões espirituais ao processo de educação em saúde em ILPI contribui para um cuidado mais humano, significativo e respeitoso, fortalecendo a autonomia, o pertencimento e a dignidade da pessoa idosa, além de qualificar a formação em enfermagem e incentivar práticas institucionais mais sensíveis e comprometidas com os direitos no envelhecimento (ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes).