Introdução: O envelhecimento populacional impõe às Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas (ILPIs) o desafio de promover cuidado integral que ultrapasse a assistência clínica, contemplando autonomia, socialização e estímulo ao movimento, em consonância com a promoção da saúde e qualidade de vida ao longo do curso da vida (ODS 3 – Saúde e bem-estar). Normativas como a RDC nº 502/2021 e o Estatuto da Pessoa Idosa reforçam a importância de atividades que favoreçam o bem-estar físico, mental e social, além de contribuírem para a inclusão e participação social da pessoa idosa (ODS 10 – Redução das desigualdades). O desenvolvimento dessas práticas no contexto da formação em enfermagem também se articula à qualificação do ensino superior em saúde, fortalecendo processos de aprendizagem significativa e formação crítica dos estudantes (ODS 4 – Educação de qualidade). Objetivo: Relatar a experiência de implementação de atividades corporais grupais fundamentadas no protagonismo da pessoa idosa no contexto da formação em enfermagem em uma ILPI. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso, descritivo, com abordagem qualitativa, desenvolvido a partir de vivências pedagógicas supervisionadas com graduandos em enfermagem em uma ILPI no Estado de São Paulo no período de 2023 a 2025. As atividades foram planejadas com base na escuta ativa dos residentes, no âmbito do Processo de Enfermagem, considerando condições clínicas e preferências individuais, sendo realizadas em formato grupal, com caráter lúdico e participativo, incluindo alongamentos adaptados, movimentos rítmicos e exercícios leves com música. Os registros foram realizados em diário de bordo, complementados pelas evoluções de enfermagem e discutidos em rodas de conversa. Resultados: Observou-se maior adesão nas atividades grupais e dinâmicas, em comparação às intervenções individualizadas. Houve repercussão positiva no humor, na interação social e na motivação para o movimento, além do fortalecimento do vínculo institucional, evidenciando a importância de práticas organizadas e comprometidas com o cuidado digno em contextos institucionais (ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes). Conclusão: As atividades corporais grupais fundamentadas no protagonismo da pessoa idosa mostram-se estratégia eficaz de promoção da saúde, educação em serviço e inclusão social, favorecendo o envelhecimento ativo e a redução de desigualdades no cuidado.