O envelhecimento é um processo cultural, afetivo e social que exige escuta, acolhimento e reconhecimento das múltiplas formas de viver e sentir o tempo. Apesar disso, a sociedade ainda tende a posicionar a pessoa idosa de forma periférica, marcada por estigmas relacionados à perda, dependência e finitude, o que contribui para sua invisibilização e limita sua participação nas decisões sobre a própria vida, evidenciando desafios relacionados à equidade e à inclusão social, em consonância com a Agenda 2030, especialmente a ODS 10 – Redução das desigualdades. Objetivo: Refletir sobre o envelhecimento a partir de uma abordagem interdisciplinar, destacando aspectos relacionados à autonomia, liberdade, cuidado e pertencimento, articulando-os à promoção da saúde e do bem-estar ao longo da vida (ODS 3 – Saúde e bem-estar). Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de caráter qualitativo, desenvolvido no âmbito de disciplinas de um Programa de Pós-Graduação em Ciências do Envelhecimento, integrando áreas como Direito, Psicologia, Enfermagem e Nutrição. As atividades foram realizadas por meio de debates, exibição de filmes, palestras e rodas de conversa, promovendo reflexão crítica sobre o envelhecer e o papel das instituições na garantia de direitos. Resultados: Evidenciou-se a pessoa idosa como sujeito ativo de direitos, protagonista de sua história e participante na construção do próprio bem-estar. Destacaram-se aspectos como espiritualidade, afetividade, acessibilidade e a importância dos vínculos, bem como o papel dos cuidadores formais e informais. A institucionalização foi compreendida como possibilidade legítima quando fundamentada no consentimento, dignidade e cuidado, reforçando a necessidade de instituições comprometidas com a justiça social e a proteção de direitos (ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes). Conclusão: O envelhecimento com sentido requer a valorização da autonomia, do pertencimento e da liberdade, sendo fundamental fortalecer políticas públicas, promover acessibilidade, incentivar decisões compartilhadas e ampliar o diálogo intergeracional, assegurando à pessoa idosa o direito à participação social e à expressão de sua existência, em alinhamento aos princípios da Agenda 2030.