Introdução: A jornalista Daniela Arbex denuncia em seu livro “O Holocausto Brasileiro” o tratamento sub-humano, as violências múltiplas e torturas sofridas por aqueles que foram trancafiados no manicômio conhecido como Colônia, em Barbacena, Minas Gerais. No local não havia somente loucos, mas também mulheres vítimas de abuso, pessoas consideradas indesejadas pela sociedade, indivíduos com deficiências, transtornos mentais e pessoas que apenas incomodavam os poderosos. A todos era destinado o mesmo tipo de tratamento, marcado por maus-tratos, falta de higiene, falta de roupas, choques elétricos e perda da própria identidade. Objetivo: Apresentar, de forma simples e descritiva, a realidade vivida dentro do hospital Colônia, evidenciando as práticas de violência institucional e a exclusão social impostas aos internos. Metodologia: O texto foi elaborado a partir da análise descritiva do relato apresentado por Daniela Arbex, utilizando abordagem qualitativa e narrativa, com base na descrição histórica das condições vividas pelos pacientes internados no hospital psiquiátrico de Barbacena. Resultados: O hospital funcionava como instrumento de limpeza social, recebendo pessoas que não se enquadravam nos padrões considerados aceitáveis. A superlotação levou pacientes a dormirem sobre capim, sem roupas e sem condições mínimas de sobrevivência, resultando em mortes constantes por frio, fome, doenças e procedimentos violentos. Havia comércio de corpos, uso frequente de eletrochoques, lobotomia e abandono, inclusive de crianças com deficiência ou transtornos. As denúncias públicas contribuíram para mudanças posteriores no modelo de tratamento. Considerações finais: Após diversas denúncias e mudanças no modelo de atenção em saúde mental, o hospital sofreu transformações, porém a história do Colônia permanece como símbolo da desumanização e da exclusão social praticadas contra pessoas consideradas diferentes.