A insegurança alimentar e nutricional entre estudantes universitários no Brasil apresenta maior intensidade em grupos historicamente marginalizados, como mães universitárias, pessoas negras e residentes em regiões periféricas. Essas populações vivenciam sobreposição de desigualdades que agravam o risco de exclusão acadêmica, comprometendo tanto a permanência quanto o desempenho no ensino superior. Fatores como a divisão de refeições com filhos, moradias precárias e distância dos Restaurantes Universitários (RUs) ampliam as barreiras ao acesso a uma alimentação adequada, refletindo vulnerabilidades interseccionais frequentemente invisibilizadas nas políticas institucionais. O objetivo deste recorte é analisar, com base em revisão integrativa, como a insegurança alimentar afeta de maneira diferenciada estudantes mães, negros e periféricos, identificando suas especificidades e impactos sobre a permanência acadêmica.