A pandemia de COVID-19 representou um marco de agravamento das desigualdades alimentares no ensino superior brasileiro, especialmente entre estudantes em situação de vulnerabilidade social. O fechamento abrupto dos Restaurantes Universitários (RUs) retirou de muitos jovens o principal ou único acesso a refeições nutritivas, enquanto o ensino remoto emergencial expôs a carência de infraestrutura doméstica e reduziu as condições para permanência acadêmica. Perdas de renda, insegurança alimentar e sobrecarga de responsabilidades impactaram de maneira desproporcional grupos como estudantes negros, mães e residentes em regiões periféricas. O objetivo deste recorte é analisar, a partir dos achados de uma revisão integrativa, como a pandemia intensificou as desigualdades alimentares vividas por universitários no Brasil, destacando seus efeitos sobre a permanência e o desempenho acadêmico.