INTRODUÇÃO
A Eletromiografia de Superfície (EMGs) é um exame não invasivo utilizado para avaliar a atividade elétrica muscular por meio de eletrodos posicionados sobre a pele. Essa técnica permite registrar os potenciais de ação gerados pelas fibras musculares durante o repouso e a contração, fornecendo informações sobre a função neuromuscular (Dondelinger, 2010; Clancy et al., 2023).
As doenças reumatológicas compreendem um grupo de enfermidades inflamatórias e autoimunes que afetam principalmente o sistema musculoesquelético, podendo também comprometer outros órgãos e sistemas. Entre as mais prevalentes destacam-se a Artrite Reumatoide, o Lúpus Eritematoso Sistêmico, a Esclerose Sistêmica e as Miopatias Inflamatórias Idiopáticas, condições frequentemente associadas à dor, fadiga, limitação funcional e redução da qualidade de vida (Abrão et al., 2016).
Nesse contexto, a EMGs destaca-se como uma importante ferramenta complementar na avaliação das manifestações neuromusculares relacionadas às doenças reumáticas, contribuindo para a identificação de alterações musculares, o diagnóstico diferencial entre processos miopáticos e neuropáticos e o acompanhamento clínico dos pacientes (Souza et al., 2019; Vasconcelos, 2017). Além disso, a literatura aponta sua utilidade na avaliação da dor crônica, do recrutamento muscular e da fadiga musculoesquelética, aspectos frequentemente presentes nesses indivíduos.