INTRODUÇÃO
A crise climática contemporânea se consolidou como um desafio da Saúde Coletiva. A intensidade de eventos pluviais, em combinação com um cenário de vulnerabilidade socioambiental, impulsiona a ocorrência de doenças tropicais (Gracie et al., 2021). Nesse cenário, emerge, como destaque epidêmico, a leptospirose, classificada como uma infecção zoonótica de distribuição global, causada por bactérias aeróbicas espiroquetas do gênero Leptospira, cujos principais vetores são os roedores sinantrópicos (WHO, 2025).
Face à urgência de subsidiar respostas de adaptação climática que superem a lógica puramente assistencialista e emergencial do pós-desastre (Silva et al., 2025), é urgente a centralização dessas informações. Observa-se, portanto, uma lacuna de síntese teórica capaz de unificar o conhecimento produzido sobre a tríade clima-infraestrutura-leptospirose no país como esta revisão narrativa, que se faz crucial para estabelecer um panorama científico unificado indispensável para fortalecer a vigilância em saúde e a formulação de políticas públicas de justiça ambiental pautadas na equidade territorial.