INTRODUÇÃO
No contexto da educação médica, as metodologias ativas têm se destacado como estratégias pedagógicas relevantes, uma vez que a formação de profissionais de saúde demanda não apenas a aquisição de conhecimentos teóricos, mas também o desenvolvimento de habilidades clínicas, competências comunicacionais e capacidades interpessoais. Nesse sentido, essas metodologias favorecem a integração entre teoria e prática, proporcionando aos estudantes uma aproximação mais efetiva com os desafios da prática médica real (Sousa, et al., 2026).
A motivação acadêmica constitui um fator essencial para o engajamento dos estudantes e para a efetividade do processo de aprendizagem na educação médica. Nesse contexto, os estilos de aprendizagem e de ensino influenciam diretamente a assimilação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências, de modo que a adequação das estratégias pedagógicas às necessidades dos estudantes pode favorecer o aumento da motivação acadêmica (Gayef; Çaylan; Temiz, 2023). Segundo a Teoria da Autodeterminação, a motivação pode ser influenciada por fatores intrínsecos e extrínsecos, impactando o interesse e o desempenho dos estudantes (Henrique-Sanches et al., 2024). Diante disso, as metodologias ativas destacam-se por promoverem uma aprendizagem centrada no estudante, baseada em problemas e situações reais, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico, maior engajamento e retenção do conhecimento (Santos et al., 2023).