INTRODUÇÃO
As doenças neurodegenerativas constituem um conjunto de diferentes neuropatologias que afetam severamente a saúde e a qualidade de vida de milhões de pessoas. Nesse cenário, a identificação precoce de sintomas e da propensão ao desenvolvimento dessas condições é de grande importância para o tratamento e a redução de danos. Apesar disso, compreender os sintomas e marcadores iniciais dessas patologias impõe desafios significativos à comunidade clínica e acadêmica. Dentre eles, destaca-se a impossibilidade de identificar tais condições a partir de marcadores exclusivos; sejam biológicos, cognitivos ou neurológicos, o que demanda uma abordagem integrada e multiprofissional (Cerami et al., 2025).
Devido a essas especificidades, faz-se necessário investigar marcadores cognitivos alternativos que auxiliem no diagnóstico e em intervenções precoces. Entre os sintomas iniciais dessas patologias, observam-se déficits na cognição social que variam segundo as especificidades da condição presente. Nesse sentido, a identificação desses prejuízos configura-se como uma ferramenta promissora para o rastreio precoce, podendo contribuir diretamente para a expansão e o refinamento dos instrumentos de avaliação neuropsicológica (Cerami et al., 2025; ?ernotová et al., 2023).