INTRODUÇÃO
Dentro do ambiente hospitalar, o ruído respiratório conhecido como estridor laríngeo não congênito ocorre de forma predominante por agravamentos da intubação endotraqueal prolongada (Holinger, 1980). Considerando que a pressão exercida pelo cuff, balão pequeno responsável por vedar a via aérea e proteger os pulmões, e o atrito do tubo contra a mucosa causam alterações biomecânicas graves neste local, incluindo edemas de glote, paralisia das pregas vocais, granulomas e luxação de aritenóide (Schweiger et al., 2011). O estridor é frequentemente o primeiro sinal clínico e audível de que a via aérea superior está comprometida ou obstruída. Conforme descrito por Skoretz et al. (2014), os sintomas laríngeos apresentam relação direta com a disfagia orofaríngea pós-extubação. Logo, a atuação do fonoaudiólogo à beira do leito é essencial, uma vez que a avaliação clínica e instrumental da deglutição, associada ao uso de protocolos de rastreio e à ausculta cervical, possibilita a identificação precoce de alterações nos sons respiratórios e de sinais sugestivos de comprometimento da deglutição. Dessa forma, a detecção precoce contribui para a redução do risco de broncoaspiração, complicações respiratórias e mortalidade.