INTRODUÇÃO
A Associação Internacional para o Estudo da Dor (International Association for the Study of Pain - IASP) define a dor como “uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada, ou semelhante àquela associada a uma lesão tecidual real ou potencial” (Raja et al., 2020). Trata-se de experiência subjetiva e individual, influenciada por fatores sensoriais, emocionais e sociais, não passível de mensuração objetiva (Brasil, 2022). O relato verbal é o padrão ouro na identificação da dor, mas em pessoas com limitações de comunicação verbal ou não verbal, como ocorre em idosos com demência ou delirium, torna-se um desafio (Sousa, 2002).
O cuidado paliativo a pessoas idosas em tratamento oncológico é um desafio, justamente por ser uma abordagem multiprofissional voltada à prevenção e alívio do sofrimento pelo controle de sintomas. Estudos evidenciam que os sintomas mais frequentes em pacientes oncológicos são dor, fadiga, dispneia, náuseas, ansiedade e insônia (Bittencourt et al., 2021).
A avaliação da dor em idosos com câncer é complexa devido às limitações cognitivas e comunicacionais. Os instrumentos existentes ainda são insuficientes quando o paciente não consegue expressar verbalmente sua experiência, sendo necessária a observação de sinais fisiológicos e comportamentais (D’Alessandro et al., 2023). A ausência de identificação da dor compromete o tratamento, podendo gerar desnutrição, desidratação, depressão o que diminui a qualidade de vida. Assim, a pesquisa justifica-se pela necessidade de sistematizar estratégias de avaliação da dor oncológica em idosos em cuidados paliativos, qualificando a assistência de enfermagem.