Introdução: A tuberculose permanece como importante problema de saúde pública global, associada a elevada morbimortalidade e determinantes sociais da saúde. No Brasil, apesar da disponibilidade de diagnóstico e tratamento gratuitos pelo SUS, a doença apresenta distribuição heterogênea entre regiões e grupos populacionais. Indivíduos em idade economicamente ativa têm relevância epidemiológica nesse cenário, pois a maior mobilidade social e circulação em ambientes coletivos favorecem a transmissão. Análises regionais são fundamentais para subsidiar estratégias de vigilância e controle. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da tuberculose na população economicamente ativa na macrorregião Oeste do Paraná no período de 2014 a 2024. Metodologia: Estudo epidemiológico descritivo, de abordagem quantitativa e série temporal, baseado em dados secundários do SINAN/DATASUS, com coleta em março de 2025. Foram incluídos casos confirmados de tuberculose em indivíduos de 20 a 39 anos residentes na macrorregião Oeste do Paraná, independentemente do sexo ou forma clínica. Excluíram-se registros duplicados e com inconsistências cadastrais. As variáveis analisadas foram: ano de notificação, faixa etária, sexo, forma clínica e desfecho do tratamento. A análise foi descritiva, com frequências absolutas e relativas e tendência temporal por regressão linear simples, utilizando Microsoft Excel 2019. Resultados e discussão: Foram registrados 1.210 casos confirmados no período, com média anual de 110 casos. Observou-se tendência inicial de redução, seguida por aumento progressivo. Durante a pandemia de COVID-19, houve queda nas notificações, fenômeno documentado em estudos nacionais e atribuído à reorganização dos serviços de saúde. Nos anos seguintes, verificou-se retomada, atingindo 156 casos em 2024, maior valor da série. Esse padrão é consistente com dados do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, que aponta essa faixa etária como a mais acometida no país. Conclusões: A tuberculose permanece como relevante agravo na macrorregião Oeste do Paraná, especialmente entre adultos em fase produtiva. Os resultados reforçam a necessidade de busca ativa, rastreamento de contatos e seguimento na atenção primária. Para investigações futuras, sugere-se incorporar variáveis socioeconômicas e fatores associados ao abandono terapêutico. Como limitação, destaca-se o uso de dados secundários do SINAN, sujeitos à subnotificação inerente aos sistemas de vigilância passiva.