Introdução: A supervisão clínica em enfermagem constitui um processo educativo e estruturado, centrado na aprendizagem reflexiva em ambiente de cuidados. Neste processo, a Inteligência Emocional (IE) assume um papel determinante, funcionando como estratégia formativa e reguladora que favorece o autoconhecimento, a empatia e a gestão emocional dos estudantes, promovendo o desenvolvimento profissional e a prestação de cuidados mais seguros e humanizados. Objetivo: Analisar, com base na evidência científica, de que forma a utilização da IE como estratégia na supervisão clínica contribui para o desenvolvimento de competências profissionais dos estudantes de enfermagem em contexto de ensino clínico. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, cumprindo as etapas propostas por Dhollande et al. (2021). A pesquisa abrangeu o limite temporal de 2015 a 2025 e foi conduzida nas seguintes bases de dados científicas, via plataforma EBSCOhost: MedicLatina; Cochrane Database of Systematic Reviews; Cochrane Central Register of Controlled Trials; Cochrane Methodology Register; Cochrane Clinical Answers; CINAHL Complete; Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive; MEDLINE Complete; e Library, Information Science & Technology Abstracts. A seleção e a extração dos registos foram efetuadas mediante a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, resultando em 6 estudos para análise final. Resultados: Da análise emerge que a IE, enquanto estratégia na supervisão clínica de estudantes de enfermagem, está associada ao aumento da autoeficácia, da resiliência e a um melhor desempenho clínico destes. Além disso, evidenciou-se que intervenções pedagógicas estruturadas potenciam significativamente o desenvolvimento emocional e profissional dos estudantes. Conclusões: A IE, quando integrada na supervisão clínica, atua como um fator promotor de competência profissional, autonomia e humanização, reforçando não apenas a qualidade da aprendizagem, mas também a excelência dos cuidados de enfermagem.