Introdução: Atualmente com o aumento de hábitos de vida prejudiciais ao corpo o mesmo emite em pequenos ou grandes sinais seu limite de sobrecarga, geralmente manifestando no coração (BRASIL, 2022). Cardiopatias adquiridas torna-se uma causa frequente de internação hospitalar. Dessa forma, diversas alterações também se manifestam na linguagem, deglutição e mímica facial do cardiopata (SILVA et al., 2024), cabendo ao fonoaudiólogo a reabilitação dessas funções no ambiente hospitalar. Objetivo: Relatar a experiência junto a pacientes cardiopatas com alterações fonoaudiológicas durante a prática de estágio extracurricular de fonoaudiologia por meio da vivência com supervisão fonoaudiológica em uma fundação hospitalar de referência cardiológica na região de Belém do Pará. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e observacional, caracterizado como relato de experiência, no período de fevereiro a Abril de 2026, desenvolvido por uma acadêmica de fonoaudiologia durante estágio hospitalar supervisionado em um Hospital de alta complexidade, referência em cardiologia na região amazônica, localizado em Belém-PA. O público-alvo consistiu em pacientes com demandas fonoaudiológicas associadas a alterações cardíacas, sendo possível reconhecer as principais intercorrências do público atendido. Resultados: Durante a experiência vivenciada de duração de três meses na instituição de referência, observou-se que muitos pacientes possuíam necessidades de avaliação, intervenção e orientação fonoaudiológica. O público prevalecente foi observado em neonatos com cardiopatias congênitas e idosos com cardiopatias adquiridas. Em razão das múltiplas complicações coronárias manifestadas, os pacientes apresentavam de forma recorrente sintomas como disfagias (dificuldade ao engolir), xerostomia (boca seca), sialorreia (excesso de saliva), odinofagia (dor de garganta), disfonia (alteração vocal), incoordenação da mímica facial além da comunicação disfuncional. Dessa forma, o fonoaudiólogo intervém à beira leito por meio da avaliação clínica, um plano de intervenção individual, estratégia para redução das queixas do paciente após discussão e acordo com equipe multi. Conclusão: Portanto, torna-se fundamental em todos âmbitos hospitalares um fonoaudiólogo para a reabilitação das funções estomatognáticas alteradas, favorecendo a recuperação da deglutição, sucção, respiração e fonação. Dessa forma, contribui-se para a redução dos sintomas e melhora da funcionalidade e da qualidade de vida dos pacientes com cardiopatias.