A Saúde do Trabalhador é um campo vital na enfermagem para o reconhecimento de riscos ocupacionais e a promoção de estratégias de proteção e autocuidado. Este relato de experiência integra essa importância ao uso de mapas mentais, uma metodologia ativa que favorece a reflexão crítica e a sistematização das cargas biológicas, fisiológicas e psíquicas presentes no ambiente laboral e na sobrecarga de trabalho da profissão. Objetivo: Analisar as percepções de discentes de enfermagem sobre as cargas físicas, emocionais e cognitivas da prática profissional expressas por meio de um mapa mental. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por 21 acadêmicos de enfermagem na disciplina de Saúde do Adulto e do Idoso de uma universidade federal em Minas Gerais. Sob orientação docente, a turma construiu coletivamente um mapa mental para expressar concordâncias, reflexões e sentimentos, por meio de palavras-chave, sobre os receios de adoecimento na profissão. Posteriormente, o grupo utilizou esse mapa como base para uma discussão ampliada, promovendo um momento de debate e reflexão aprofundada sobre o tema. Resultados: Os achados foram organizados em três categorias: sobrecarga de trabalho, relacionada à exaustão e ao acúmulo de funções; vulnerabilidade emocional, expressa por medo, estresse e insegurança; e riscos ocupacionais, com destaque para a exposição biológica e o desgaste psicossocial. Termos como “cansaço”, “sobrecarga” e “desvalorização” foram recorrentes no mapa mental, o que indicou a percepção coletiva de vulnerabilidade. Observou-se que os acadêmicos já apresentam compreensão crítica inicial sobre as condições de trabalho na enfermagem. Apesar do predomínio de aspectos negativos, emergiram elementos de valorização da profissão, o que evidencia a ambivalência na construção da identidade profissional. O mapa mental favoreceu a reflexão e a construção coletiva do conhecimento. Conclusão: A experiência permitiu compreender como os estudantes de Enfermagem percebem a carga de trabalho inerente à categoria, com ênfase nos desafios físicos, emocionais e cognitivos. O uso de metodologias ativas favoreceu a reflexão crítica, a participação e a troca de experiências entre os discentes, o que gerou diálogo, escuta e construção coletiva do conhecimento. Assim, evidenciouse a importância de estratégias pedagógicas focadas no protagonismo estudantil e o desenvolvimento crítico-reflexivo.