Introdução: A expansão das plataformas digitais de apostas esportivas ampliou o acesso a uma modalidade de entretenimento que envolve risco financeiro e possibilidade de ganhos monetários. Embora a participação em apostas não implique necessariamente comportamento problemático, a prática frequente e descontrolada pode produzir consequências financeiras, emocionais, familiares e sociais. Nesse contexto, torna-se relevante discutir as repercussões associadas ao envolvimento excessivo com apostas, especialmente diante da facilidade de acesso por smartphones, da disponibilidade contínua das plataformas e da ampla divulgação desse mercado. Objetivo: Analisar os principais impactos das apostas esportivas na saúde mental e na vida social dos indivíduos, considerando aspectos relacionados ao comportamento de apostar, às perdas financeiras e às consequências decorrentes da dificuldade de controle dessa prática. Metodologia: Trata-se de um estudo de caráter bibliográfico, desenvolvido mediante levantamento e análise de produções científicas relacionadas às apostas esportivas, ao comportamento de jogo e às suas repercussões psicossociais. Foram considerados trabalhos que possibilitam compreender fatores associados à manutenção do comportamento de apostar e seus possíveis efeitos sobre diferentes dimensões da vida do indivíduo. Resultados: A literatura analisada indica que o envolvimento problemático com apostas pode estar relacionado a prejuízos financeiros, endividamento, conflitos familiares, comprometimento das relações interpessoais e sofrimento psicológico. A expectativa de recuperar valores anteriormente perdidos pode contribuir para a continuidade das apostas e para o aumento progressivo das perdas. Além disso, quando o comportamento passa a ocupar posição central na rotina, podem ocorrer prejuízos nas atividades acadêmicas, profissionais e sociais. Considerações Finais: As apostas esportivas constituem um fenômeno que demanda atenção para além de sua dimensão recreativa e econômica. A identificação precoce de padrões problemáticos, a educação sobre os riscos envolvidos e o desenvolvimento de estratégias preventivas são relevantes para reduzir possíveis danos e favorecer uma relação mais consciente com esse tipo de atividade.