Introdução: A saúde bucal é parte integral da saúde geral, influenciando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. Historicamente, a população adulta brasileira enfrentou dificuldades expressivas de acesso ao tratamento odontológico, situação que vem sendo modificada com a implementação da Política Nacional de Saúde Bucal, também conhecida como Programa Brasil Sorridente. Essa política ampliou a atenção primária e secundária à saúde bucal, com o objetivo de reverter o quadro de perdas dentárias e promover equidade em saúde. Objetivo: Avaliar, por meio da literatura científica, o impacto das ações do Programa Brasil Sorridente na qualidade de vida da população adulta no Brasil. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO. A busca concentrou-se em artigos originais publicados nos últimos dez anos, em português, utilizando descritores controlados do DeCS que englobassem a política pública, o desfecho relacionado ao bem-estar e o grupo populacional adulto. Resultados: Os estudos indicam que a ampliação das equipes de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família e a criação dos Centros de Especialidades Odontológicas contribuíram para a redução das desigualdades regionais no acesso aos serviços. As ações de reabilitação oral e oferta de próteses dentárias foram responsáveis pela restauração das funções mastigatórias, fonéticas e estéticas, promovendo impacto psicossocial positivo, aumento da autoestima, alívio da dor orofacial e maior reinserção no mercado de trabalho. Contudo, permanecem desafios como o tempo de espera em filas de regulação e a necessidade de maior financiamento público. Conclusão: O Programa Brasil Sorridente representa um avanço estrutural na saúde coletiva, transformando um modelo tradicionalmente mutilador em um sistema centrado no cuidado integral, com efeitos positivos significativos na qualidade de vida da população adulta brasileira.